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As Quatro Regras de Oração de João Calvino

As Quatro Regras de Oração de João Calvino

 

Meu filho, Hector Lutero, se destacava na infancia por ter suas oraçõs respondidas.Diversas petições dele eram atendidas de forma milagrosa e impressionante.

Curioso sobre porque eram respondidas bem mais que as minhas e da maioria das pessoas que conheço, fiquei escondido assistindo enquanto aquele menino orava aos 10 anos de idade.

Ele pedia de uma forma muito veemente e suplicante que tive vontade de interrompê-lo por achar que seu coração sairia para fora, eu o vi intercendendo mesmo pelas pessoas. Impressionante!

Mais tarde, quando adolescente ele orou a Deus perguntando porque suas orações não eram mais fortes como antes, e segundo ele Deus lhe respondeu:

 

"Não são suas orações que são fortes, sou eu qu sou forte. Toda oração é forte quando tem 3 elementos:

1. humildade

2. Sinceridade

3. Amor nas palavras"

 

Ao ler as quatro regras de Calvino abaixo, pude lembrar deste episódio familiar, que Deus nos abençoe a ter orações cada vez mais poderosas, humildes, sinceras e acima de tudo, amorosas. Amém!

 

.

 

por Joel Beeke

 

Para Calvino, a oração não podia ser realizada sem disciplina. Ele escreveu: “Se não fixarmos certas horas do dia para a oração, ela escapará facilmente de nossa memória”. Ele prescreveu várias regras para orientar os crentes a oferecerem oração fervorosa e eficaz.

 

1. A primeira é um senso sincero de reverência.

 

 Na oração, precisamos estar “dispostos de coração e mente, como convém àqueles que entram em conversa com Deus”. Nossas orações devem brotar do “fundo de nosso coração”. Calvino recomendava uma mente e um coração disciplinados, afirmando: “As únicas pessoas que se preparam devida e apropriadamente para orar são aquelas que são movidas de tal maneira pela majestade que, livres dos cuidados e afeições terrenos, se aproximam da oração”.

 

2. A segunda regra é um senso sincero de necessidade e arrependimento.

 

Temos de “orar com um senso sincero de carência e arrependimento”, mantendo “a disposição de um pedinte”. Calvino não estava dizendo que os crentes devem orar em favor de cada capricho que surge em seu coração, e sim que devem orar penitentemente, de acordo com a vontade de Deus, tendo em foco sua glória e anelando resposta, “com afeição sincera, e, ao mesmo tempo, desejando obtê-la de Deus”.

 

3. A terceira regra é um senso sincero de humildade e confiança em Deus.

 

A verdadeira oração exige que “abandonemos toda confiança em nós mesmos e supliquemos humildemente o perdão”, confiando somente na misericórdia de Deus para recebermos bênçãos espirituais e temporais, lembrando sempre que a menor gota de fé é mais poderosa do que a incredulidade. Qualquer outra maneira de nos aproximarmos de Deus promoverá o orgulho, que será letal. “Se reivindicarmos algo para nós mesmos, por mínimo que seja”, estaremos em perigo de destruir a nós mesmos na presença de Deus.

 

4. A regra final é ter um senso sincero de esperança confiante.

 

A confiança de que nossas orações serão respondidas não surge de nós mesmos, mas do Espírito Santo agindo em nós. Na vida dos crentes, a fé e a esperança vencem o temor, para que sejamos capazes de pedir “com fé, em nada duvidando” (Tg 1.6). Isso significa que a verdadeira oração é confiante na resposta, por causa de Cristo e do pacto, “pois o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo sela o pacto que Deus estabeleceu conosco”. Assim, os crentes se aproximam de Deus com ousadia e entusiasmo porque essa “confiança é necessária à verdadeira invocação… que se torna a chave que nos abre a porta do reino dos céus”.

 

Opressivas? Inatingíveis?

 

Essas regras talvez pareçam opressivas — até inatingíveis — em face de um Deus santo e onisciente. Calvino reconheceu que nossas orações estão repletas de fraqueza e imperfeição. Ele escreveu: “Ninguém jamais cumpriu esse dever com a retidão que lhe era devida”. Mas Deus tolera “até o nosso gaguejo e perdoa a nossa ignorância”, permitindo que ganhemos familiaridade com Ele, em oração, embora esta seja pronunciada de “forma balbuciante”. Em resumo, nunca nos sentiremos como pedintes dignos. Nossa inconsistente vida de oração é frequentemente atacada por dúvidas, mas essas lutas mostram nossa necessidade contínua da oração como uma “elevação do espírito” e nos impele sempre a Jesus Cristo, que “transformará o trono da glória terrível em trono da graça”. Calvino concluiu que “Cristo é o único caminho e o único acesso pelo qual temos permissão de ir a Deus”.

 

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Este trecho é uma adaptação da contribuição de Joel Beeke no livro João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus. Adquira aqui!