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"Levará Poucos Açoites" VERSUS "Tormento Eterno"

Aniquilacionismo pela Perspectiva dos Adventistas da Nova Aliança


 

"Levará poucos açoites" Jesus

VERSUS

"tormento eterno" também Jesus

 

 

 

1. Lucas 12:46-48
"Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. Vim lançar fogo na terra"

 

2. Mateus 25:44-46

 

Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna."


Nossa oração:

 


Jesus, nós te amamos, nós te seguimos, onde quer que esteja, oramos como Nietzcshe orou certa vez assim:

 

" Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para a frente, uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti de quem eu fujo. A Ti das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar. Sobre esses altares estão gravadas em fogo palavra s: "Ao Deus desconhecido". Teu, sou eu, embora até o presente tenho me associado aos sagrilégios. Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. Mesmo querendo fugir, sintos-me forçado a servir-Te.eu quero Te conhecer, desconhecido. Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero te conhecer, quero servir só a Ti. "

 

Então Senhor, venho eu aqui neste debate com pessoas tuas na internet, expor que duas posições contraditórias que existem no NT, idéias traduzidas do grego antigo, koinê (lingua vulgar do povão da época) de que o Senhor vai queimar os impios eternamente e outra idéia esplicando que um tipo de pessoa perdida vai receber mais castigo outro tipo vai receber menos castigo. "LEVARÁ POUCOS AÇOITES" (Lucas 12:48) em franco contraste com o  texto falando de "TORMENTO ETERNO" generalizadamente para todos os perdidos.

 

Não preciso perguntar a ti Senhor Deus, qual destas idéias se parece mais com o Senhor, combina mais com centenas de revelações da tua pessoa, como sendo justo, misericordioso, tardio em irar-se e que sua ira não dura para sempre. Quando o Senhor pediu um filho a Abraão, e o impediu de matá-lo, elogiando sua atitude de fé, soube o quanto o Senhor sente a dor de um pai, e o quanto o Senhor espera que valorizemos a sua dor, pois quis converter-nos expondo a sua grande dor na cruz.

Mas reconheço meu Deus, que acreditar que farias com que pessoas perdidas ficassem eternamente queimando, contradiz o que me revelas e qualquer pessoa digna, justa  e misericordiosa, faria  como Moisés fez diante de ti dizendo:


Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Exo 32:32-33



Ou, ao contrário de Moisés,  Jonas, que queria que Deus destruísse Nínive:


E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.E disse o Senhor: Fazes bem que assim te ires?Então Jonas saiu da cidade, e sentou-se ao oriente dela; e ali fez uma cabana, e sentou-se debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.E fez o Senhor Deus nascer uma aboboreira, e ela subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira.Mas Deus enviou um verme, no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou.E aconteceu que, aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o sol feriu a cabeça de Jonas; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver.Então disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à morte.
E disse o Senhor: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu; E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?
Jonas 4:2-11


O Senhor disse pelo profeta Jonas que Nínive seria destruída para que os alarmasse, mas ao não ser destruílda, teu profeta se irritou, necessitando que o Senhor se revelasse misericordioso a Ele.

Senhor, tu sabes que tenho amigos ateus que amo, e que muitos deles se afastaram de ti devido a compreensões como estas das escrituras, amigos que minha alma chora por eles, pois os valorizo, então agora peço meu Deus, que me dê inspiração para tentar pelo menos diminuir a tensão que existe em torno deste assunto, em nome de Jesus te peço!


De um lado tenho


 

 


Então me resta analisar as passagens aqui da terra e tentar resolver este dilema

 

Ao tentar encontro que a expressão eterno "aion"

 

και απελευσονται ουτοι εις κολασιν αιωνιον οι δε δικαιοι εις ζωην αιωνιον (aionion)

Mateus 25:46

 

.E vejo este estudo:

 

Aiônios – descreve duração indefinida, porém não eterna ou infindável, como em Romanos 16:25; 2Timóteo 1:9; Tito 1:2.

 

Vincent, em sua memorável obra Word Studies in the New Testament, vol. 4, págs. 58-62, em notas adicionais a 2Tessalonicenses 1:9, se estende quase que exaustivamente sobre o substantivo aion e o adjetivo aiônios, cuja essência aqui se encontra:

 

Aion é um período de tempo de mais longa ou curta duração, tendo um início e um fim, e completo em si mesmo. Frequentemente significa a vida de um homem. Não é, contudo, limitado à vida humana; significa também algum período no transcorrer dos acontecimentos. Atente bem para esta frase: “A duração do aion depende do assunto ao qual está ligado”. “A palavra sempre carrega a noção de tempo, e não de eternidade”.

 

O adjetivo aiônios, de modo idêntico, transmite a ideia de tempo. Nem o nome, nem o adjetivo, em si mesmos, transmitem o sentido de perpétuo ou sem fim. Eles podem adquirir aquele sentido pela sua conotação. Ambos – o nome e o adjetivo – são aplicados a períodos limitados. Assim, a frase eis ton aiona, habitualmente traduzida por para sempre, é muitas vezes usada para a duração que está limitada à própria natureza do caso. Cita como exemplos, entre outras, as seguintes passagens: Êxodo 21:6; Josué 14:9; Mateus 21:19; 1Tessalonicenses 3:8; 1Coríntios 8:13. A mesma coisa é verdade para aiônios: Gênesis 48:4; Números 10:8; Hebreus 13:6”.

 

Muito significativas são ainda as palavras de Barclay:

 

Porém, conquanto aiônios seja usada para descrever as maiores bênçãos da vida cristã, é também usada para descrever as maiores ameaças da vida cristã.

 

1) É usada para descrever o fogo da punição (Mateus 18:8; 25:41, e Judas 7);

 

2) Para descrever a própria punição (Mateus 25:46);

 

3) Para descrever o juízo (Hebreus 6: 2);

 

4) Para descrever a destruição (1Tessalonicenses 1:9)”.

Terça às 21:54 · Curtir

 

Aiônios no Velho Testamento

 

No velho Testamento a palavra hebraica correspondente a aiônios é, muitas vezes, traduzida pela palavra eterno ou pela expressão para sempre, tendo, naturalmente, outros significados.

 

Pois bem, qual é o sentido de aiônios nos textos bíblicos? Significa “que nunca tem fim?” Ou o seu sentido depende do objeto que ele modifica? Que dizem os estudiosos? O que comprovam os textos sagrados? Poucos exemplos são suficientes para nos elucidarem.

 

1º) Em Êxodo 21:6 há a declaração de que o escravo serviria o seu senhor para sempre. O tempo é determinado pela natureza da pessoa, coisa ou circunstância ao qual é aplicado. Quando aplicado a Deus é eterno (Gênesis 21:33) porque Deus não tem início nem fim.

 

2º) Jonas esteve no ventre do peixe “para sempre” (Jonas 2:6). Para sempre aqui foram somente três dias.

 

3º) 2Reis 5:27 afirma: “a lepra de Naamã se apegará a ti e a tua semente para sempre”.

 

O douto comentarista Adam Clarke assim declara desta passagem: “A expressão para sempre quer dizer pelo tempo em que existisse qualquer membro de sua posteridade. Este é o sentido da palavra. Abrange toda a extensão da duração do objeto ao qual se aplica. O para sempre de Geazi estendeu-se até o tempo de extinguir-se sua posteridade”.

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Que mais posso pensar Senhor a respeito do castigo dos impios, senão que será justo, proporcional, misericordioso?

 

Quanto a crença de que a alma seja imortal, seu Filho Jesus deixou tão claro que ela morre que não preciso nem discutir isso:

 

E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.

Mateus 10:28

 

Lembrando a ti, diante dos meus amigos daqui da terra, que foi o Senhor mesmo quem me revelou esta passagem num dia que o Sr Marcos (que era espirta a 20 anos) me fez aquele desafio dizendo " se vc me mostrar na Biblia, no novo testamento, Jesus falando que alama seja mortal eu abandono o espiritismo agora" e eu sem saber onde é que o Senhor havia falado isso, blefei dizendo sim orando e pedindo a promessa de lembrar das coisas que o seu Filho havia falado, e o Senhor me fez lembrar desta passagem que havia lido muitas vezes sem prestar atenção.

 

Então meu Deus, diante de tantas pessoas tão inspiradas que discordam de mim, pessoas que me iluminam e me ajudam nesta caminhada, desafio junatamente com tantos outros gigantes teologicos como Rubens Sheed, com o qual tratei deste assunto pessoalmente, que Senhor é justo, é bondoso, é maravilhoso e é misericordioso, que o castigo será apenas mais uma expressão da sua justiça e da implantação do seu reino eterno de amor. Amém!

 

 

 

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Tempo verbal de "aionons" traduzido para "eterno"



Há na gramática antiga grega e de outras línguas um conceito de diferenciar tempos verbais , distinguindo algo eterno eterno e algo eterno por um período.

Diversas leis foram determinadas por "estatuto perpetuo" quando na verdade foram postas "até o tempo de reforma".

O grande Teólogo batista Russel Sedd chama atenção para o termo "aion" ¹ como demonstrando que nas línguas antigas havia uma diferenciação de tempos verbais que não ocorre hoje.

Lutero foi contra a doutrina da imortalidade da alma ² e a chamou de herança pagã. 

O aniquilacionismo parte do pressuposto de que a "ira de Deus não dura para sempre" e que temos um Deus misericordioso e justo, portanto nunca dará castigo desproporcional a culpa do castigado.


Percebemos biblicamente que as almas são mortais (Mateus 10:28) e defendemos que não sofrerão o tormento eterno após a morte física de um indivíduo, defendemos que estas almas serão são aniquiladas para sempre, inclusive a alma do Lúcifer (Ezequiel 28:19) cumprindo o que o apocalipse chama de "segunda morte".

Jesus quando disse que o castigo seria proporcional a consciência de cada um em Lucas 12:44-48 quando disse:

"Virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis.
E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;
Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá" Lucas 12:46-48

Diversos evangélicos e teólogos batistas importantes como Russel Sheed, Testemunhas de Jeová, Adventistas da Nova Aliança e os adventistas do sétimo dia, não creem na existência da imortalidade da alma e de que haja um tormento eterno para almas ímpias. Na revisão bibliográfica do Dr James L. Packer vemos como este assunto é tenso no meio teológico e que não há consenso em torno da ideia de inferno eterno no meio evangélico. 

A crença adventista e dos testemunhas de Jeová é integralista, crê que alma é sinônimo de "ser vivo", porque Adão ao ser criado "se tornou alma vivente" (Gênesis 2:7) e não passou a ter uma alma; o homem é uma alma vivente, e não possuiria uma alma imortal. Já a crença da adventista nova aliança, evangélica  e aniquilacionista, considera que a alma pode viver independente do corpo devido as palavras de Jesus em Mateus 10:28:

"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo".
Mateus 10:28

Para adventistas da nova aliança, a alma sobrevive ao corpo e fica em estado de "sono" após a morte. Na ressurreição dos ímpios ela desperta  e recebe o castigo do lago de fogo que é a segunda morte, de forma justa, proporcional as oportunidades que a pessoa teve de fazer o que era vontade de Deus e além de não faze-lo, fez coisas dignas de reprovação (Lucas 12:46-48), espelhando assim o que se repete centenas de vezes nas escrituras de que a "ira de Deus não dura para sempre" e que Deus é um ser misericordioso, bondoso e justo (portanto não dará castigo desproporcional a culpa, mas justo).

Quando jesus explica o castigo proporcional em Lucas 12, salta a idéia de que alem de não fazer a vontade de Deus, a pessoa a ser castigada teria que fazer "coisas dignas de reprovação". Isso nos faz pensar que certas atos comuns aos seres humanos sob a natureza pecaminosa humana não estarão numa categoria de puníveis, mas apenas aquilo que "digno de reprovação". 

Acreditamos ainda que as passagens que indicam eternidade do sofrimento no inferno estão em contexto simbólico, com figuras simbólicas ao lado, e que portanto devem ser entendidas como uma hipérbole da ira de Deus contra os rebeldes que desprezaram o sangue do seu Filho para não se arrependerem de seus pecados. Esta idéia é muito repetida nas escrituras como vemos quando Paulo diz:

"Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?" Hebreus 10:28-29 

para adventiustas do sétimo dia e testemunhas de Jeová, a partir do momento da morte da alma integralizada com o corpo, assim como o mecanismo fisiológico da vida, ela se desfaz ou "volta para a terra" e a energia vital soprada por Deus na criação volta para Ele. Mas essa energia é impessoal e não possui identidade, anulando assim o que Jesus diz que a morte é apenas um "sono" (João 11).

Crêem que só assim é possível admitir a doutrina da ressurreição (João 5:28 e 29) ou que os seres vivos serão recompostos e dotados de imortalidade.

Se uma alma é imortal e vai para o paraíso ou purgatório, a doutrina da ressurreição postulada por Jesus se torna inócua.

A imortalidade da alma é uma crença helenista introduzida no cristianismo no período pós apostólico; por ocasião da junção da religião romana com o cristianismo no quarto século; assim como a crença do purgatório.

Já o aniquilacionismo deriva de uma compreensão da mortalidade condicional da alma, entendendo a ressurreição como um despertar anunciado pelo profeta Daniel quando diz:

"E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno". Daniel 12:2


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¹ a Bíblia diz sobre a eternidade do Inferno. Mas acontece que a palavra "aion" - assim como seu adjetivo "aionios" - traduzida como "eterno", na verdade significa "tempo indeterminado",
"duração indefinida", "longa duração". E a mesma coisa com a palavra hebraica "olam".

"O conceito de eternidade nas línguas semíticas é o de uma longa duração e séries de eras" (Rev. J. S. Blunt - Dicionário de Teologia)

"'É do conhecimento de muitos", diz Bispo Rust, "que os judeus, seja escrevendo em hebraico ou em grego, referem-se a olam (a palavra hebraica correspondente a aion), e a aion no sentido de um certo período ou duração." "A palavra aion nunca é usada nas Escrituras, ou em nenhum outro lugar, no sentido de sem fim (vulgarmente chamado eternidade, ela significa, nas Escrituras e fora delas, um período de tempo; afinal, como poderia ela ter um plural - como poderia você falar em aeons e aeons de aeons como nas Escrituras?" (Charles Kingsley)

Prova disso é que há passagens onde também traduziram como "eterno" ou "para sempre" e esse significado não é suportado.

Exemplo: "Eu desci até os fundamentos dos montes; a terra encerrou-me para sempre com os seus ferrolhos; mas tu, Senhor meu Deus, fizeste subir da cova a minha vida. (Jonas 2:6)"

Jonas não esteve para sempre, eternamente, na baleia.

Há vários outros exemplos: Canaã não foi dada para os judeus eternamente, Sodoma e Gomorra não estão queimando até hoje, o sacerdócio dos levitas não existe até hoje, etc.

Se "olam"/"aion" significa para sempre, então os escravos hebreus, de milhares de anos atrás, devem estar servindo aos seus senhores até hoje:

"Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não quero sair forro; então seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar ã porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre." (Êxodo 21:5-6). "Aionios" é o adjetivo de "aion", significando "de longo tempo", "de longa duração". Pode significar "eterno" apenas em relação a Deus mas não no seu sentido original.

"Aion" tem plural, portanto não pode significar eterno. Há frases onde a palavra "aion" é usada repetidamente na Bíblia, um "aion" adicionado a outro "aion". Mas como, se "aion" deveria por si mesmo ser o infinito? Há frases se referindo a um "aion" ou a uns "aions" e ALÉM (ton aiona kai ep aiona kai eti: eis tous aionas kai eti. - Septuaginta - Êxodo 15:18; Daniel 12:3; Miquéias 4:5.) Algumas vezes a Bíblia se refere ao fim do "aion" (Mateus. 13:39,40,49; 24:3; 28:20; I Coríntios. 10:11; Hebreus. 9:26.), se referindo ao fim de um ciclo, de uma era, não ao fim do mundo.

Alguns espertos tradutores ainda colocaram um "eterno" onde nem havia "olam"/"aion", como em Mateus 18:8. Mas o fato é que Jesus sempre falou sobre um "temporário período de correção" (kolasin aionion) em contraste com os escritos pagãos que falavam sobre um "castigo eterno" (aidios timoria). A palavra SEMPRE usada pelos escritores gregos ao se referir a um castigo eterno é "aidios". Então, a Bíblia iria usar a palavra "aidios" se o inferno fosse eterno. Já havia nos tempos do Cristo seitas que acreditavam numa punição eterna.
Vejamos o que diz "The Origins of Endless Punishment" ("As Origens da Punição Eterna") escrita por Hanson em 1899: "Por exemplo, os fariseus, de acordo com Josepho, achavam que a penalidade para o pecado era um tormento sem fim e eles declaram essa doutrina sem ambiguidade. Chamavam de eirgmos aidios (Prisão Eterna) e timorion adialeipton (Tormento sem fim) enquanto nosso Senhor chamava a punição do pecado de aionion kolasin (longa punição)"

As palavras "eirgmos aidios" ou "prisão eterna" e "timorion adialeipton", "tormento sem fim", jamais aparecem no Novo Testamento. Claro, pois Deus é AMOR e é para ser AMADO e não TEMIDO.


² Lutero defende morte da alma. 

Evangelischer Erwachsenenkatechismus (Catecismo Evangélico Para Adultos), da Igreja Luterana, admite abertamente que "a fonte de ensino de que a alma humana é imortal não é a Bíblia, e sim o filósofo grego Platão (427-347 AC), que sustentava enfaticamente que havia uma diferença entre o corpo e a alma”. Prossegue dizendo: “Os teólogos evangélicos dos tempos modernos questionam esta combinação de conceitos grego e bíblico. . . . Rejeitam a separação do homem em corpo e alma”. 

Mais adiante: 

“Visto que o homem, como um todo, é pecador, portanto, na morte, ele falece completamente, com corpo e alma (morte total). . . . Entre a morte e a ressurreição há uma lacuna; no melhor dos casos, a pessoa continua sua existência na memória de Deus”.


Em 29 de novembro de 1520 Lutero emitiu sua famosa resposta a uma bula papal sob o título de “Afirmação de Todos os Artigos Erroneamente Condenados na Bula Romana”, Ali enumera o que ele considerou serem os cinco erros papais. É dito que o quinto constitui a idéia da “imortalidade natural da alma”. Lutero as chama “opiniões monstruosas” e “corrupções romanas” que vieram “todas” do “monturo romano de decretos”.

O erudito luterano Dr. Paul Althaus, faz estas observações em seu livro The Theology of Martin Luther:

“A esperança da igreja primitiva centralizava-se na ressurreição do Dia Final. É isto o que por vez primeira chama os mortos à vida eterna (1 Cor. 15; Fil. 3:20 em diante). Esta ressurreição se efetua para o homem inteiro e não só para o corpo. Paulo fala da ressurreição, não do ‘corpo’, mas dos ‘mortos’. Este entendimento da ressurreição subentende implicitamente a morte como algo que também afeta o homem total.

Aiônios – descreve duração indefinida, porém não eterna ou infindável, como em Romanos 16:25; 2Timóteo 1:9; Tito 1:2.

Vincent, em sua memorável obra Word Studies in the New Testament, vol. 4, págs. 58-62, em notas adicionais a 2Tessalonicenses 1:9, se
estende quase que exaustivamente sobre o substantivo aion e o adjetivo aiônios, cuja essência aqui se encontra:

Aion é um período de tempo de mais longa ou curta duração, tendo um início e um fim, e completo em si mesmo. Frequentemente significa a vida de um homem. Não é, contudo, limitado à vida humana; significa também algum período no transcorrer dos acontecimentos. Atente bem para esta frase: “A duração do aion depende do assunto ao qual está ligado”. “A palavra sempre carrega a noção de tempo, e não de eternidade”.

O adjetivo aiônios, de modo idêntico, transmite a ideia de tempo. Nem o nome, nem o adjetivo, em si mesmos, transmitem o sentido de perpétuo ou sem fim. Eles podem adquirir aquele sentido pela sua conotação. Ambos – o nome e o adjetivo – são aplicados a períodos limitados. Assim, a frase eis ton aiona, habitualmente traduzida por para sempre, é muitas vezes usada para a duração que está limitada à própria natureza do caso. Cita como exemplos, entre outras, as seguintes passagens: Êxodo 21:6; Josué 14:9; Mateus 21:19; 1Tessalonicenses 3:8; 1Coríntios 8:13. A mesma coisa é verdade para aiônios: Gênesis 48:4; Números 10:8; Hebreus 13:6”.

Muito significativas são ainda as palavras de Barclay:

“Porém, conquanto aiônios seja usada para descrever as maiores bênçãos da vida cristã, é também usada para descrever as maiores ameaças da vida cristã.

1) É usada para descrever o fogo da punição (Mateus 18:8; 25:41, e Judas 7);

2) Para descrever a própria punição (Mateus 25:46);

3) Para descrever o juízo (Hebreus 6: 2);

4) Para descrever a destruição (1Tessalonicenses 1:9)”.

 Aiônios no Velho Testamento

No velho Testamento a palavra hebraica correspondente a aiônios é, muitas vezes, traduzida pela palavra eterno ou pela expressão para sempre, tendo, naturalmente, outros significados.

Pois bem, qual é o sentido de aiônios 
nos textos bíblicos? Significa “que nunca tem fim?” Ou o seu sentido depende do objeto que ele modifica? Que dizem os estudiosos? O que comprovam os textos sagrados? Poucos exemplos são suficientes para nos elucidarem.

1º) Em Êxodo 21:6 há a declaração de que o escravo serviria o seu senhor para sempre. O tempo é determinado pela natureza da pessoa, coisa ou circunstância ao qual é aplicado. Quando aplicado a Deus é eterno (Gênesis 21:33) porque Deus não tem início nem fim.

2º) Jonas esteve no ventre do peixe “para sempre” (Jonas 2:6). Para sempre aqui foram somente três dias.

3º) 2Reis 5:27 afirma: “a lepra de Naamã se apegará a ti e a tua semente para sempre”.

O douto comentarista Adam Clarke assim declara desta passagem: “A expressão para sempre quer dizer pelo tempo em que existisse qualquer membro de sua posteridade. Este é o sentido da palavra. Abrange toda a extensão da duração do objeto ao qual se aplica. O para sempre de Geazi estendeu-se até o tempo de extinguir-se sua posteridade”.



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